Com o leilão de rodovias do Paraná que foi realizado na tarde desta quinta-feira (23) na sede da B3, na capital paulista, o Brasil atingiu a soma de R$ 200 bilhões em concessões de rodovias realizadas pelo atual governo. A afirmação foi feita pelo ministro dos Transportes, Renan Filho.

“Com esse leilão de hoje, a gente atinge a marca de R$ 200 bilhões em investimentos privados contratados no Brasil nesse ciclo de leilões. É algo muito significativo, porque o país tinha feito 24 leilões no início do programa de concessão lá atrás, em 1998 até o ano de 2022. E agora, ao final deste ano, nós vamos terminar o ano com 22 leilões e vamos fazer outros 14 no ano que vem”, afirmou.
Segundo o ministro, o valor dos leilões de rodovias representa a maior parte dos investimentos privados já contratados pelo atual governo.
“No total já foram contratados R$ 300 bilhões em todos os tipos de leilões: portos, aeroportos, até de florestas, porque agora a conservação de floresta está sendo leiloada também. Desses R$ 300 bilhões totais, o Ministério dos Transportes hoje completa R$ 200 bilhões, o que corresponde a dois terços dessa agenda de atração do investimento”, disse a jornalistas.
Desde 2023, o governo federal realizou 18 leilões de rodovias e mais quatro estão previstos até o final deste ano. O próximo deles, do lote 5 das Rodovias Integradas do Paraná, será realizado na próxima quinta-feira (30).
“Esse será o sexto leilão do estado do Paraná. E temos também o leilão do Centro-Oeste. O último leilão do ano será da Fernão Dias, a BR 381, que liga Belo Horizonte a São Paulo. É um conjunto de leilões muito arrojado que está impulsionando o investimento privado na nossa infraestrutura”, disse o ministro.
De acordo com Renan Filho, os leilões de rodovias vêm sendo bastante competitivos, atraindo uma variedade de concorrentes.
“Esses 18 leilões tiveram 14 empresas vitoriosas diferentes, demonstrando sempre novos entrantes e uma competição que derruba preço. A outra coisa que demonstra a competição é a derrubada de preço. O leilão de hoje colocou as tarifas que serão praticadas agora nesse novo contrato 52% menores do que as tarifas praticadas anteriormente, se elas fossem atualizadas pela inflação. Ou seja, o povo do Paraná está levando hoje um bom produto a preços muito melhores do que eles pagaram no passado”, ressaltou.
Paraná
Na tarde de hoje, o ministro acompanhou a realização do leilão do lote 4 das Rodovias Integradas do Paraná, que foi vencido pelo Consórcio Infraestrutura PR (composto pela EPR e Perfin Voyager Fundo de Investimento), que ofereceu 21,30% de desconto sobre o preço da tarifa. Ele concorreu com outras três empresas: a Motiva (antiga CCR), a Mota-Engil e a Reune Rodovias Holding.
Segundo o governador do Paraná, Ratinho Junior, que também esteve presente na B3, o certame de hoje foi um sucesso.
“Hoje é uma semana muito importante para o estado. Ontem nós tivemos a concessão do canal de chegada no Porto de Paranaguá, que foi o primeiro do Brasil. Foi um sucesso. E hoje mais um sucesso no nosso lote de concessão rodoviária, que foi o quinto entre seis lotes que foram programados nessa parceria entre governo federal e governo do estado”, falou ele a jornalistas. “Esses seis lotes são o maior pacote de concessão rodoviária da América Latina”, destacou.

Foto: Jonathan Campos/AEN
O governador Carlos Massa Ratinho Junior participou nesta quinta-feira (23), na Bolsa de Valores de São Paulo (B3), do leilão do Lote 4 das concessões rodoviárias do Paraná, vencido pelo Consórcio Infraestrutura PR, do Grupo EPR, que apresentou o maior desconto entre os participantes: 21,30% sobre a tarifa básica de pedágio, fixada em R$ 0,1678 por quilômetro. O grupo já administra os Lotes 2 e 6 das concessões paranaenses e ampliará sua atuação com o novo contrato, que abrange um dos trechos mais estratégicos da malha rodoviária estadual.
Como o desconto ultrapassou os 18%, o edital também prevê que a concessionária faça um aporte de R$ 358.215.304,79, que poderá ser utilizado no futuro para novos investimentos
O Lote 4 abrange 627,52 quilômetros de rodovias que cruzam as regiões Norte, Noroeste e Oeste do Paraná, conectando Cornélio Procópio a Guaíra e Maringá a Nova Londrina, com impacto direto em 33 municípios da região, que é considerada estratégica para o escoamento de produtos da agricultura, pecuária e industriais. A previsão é de que sejam investidos R$ 18 bilhões em obras de ampliação, melhorias, manutenção e conservação ao longo dos 30 anos de contrato. A expectativa é de geração de 157 mil empregos diretos e indiretos.
“Montamos um modelo que deu certo, e a prova está aqui, com a importância das empresas que participaram, resultando em grandes descontos para o povo do Paraná”, afirmou o governador logo após o resultado do leilão. “O assunto pedágio no Paraná foi, por muito tempo, uma grande chaga no nosso Estado e, infelizmente, usado de forma demagógica e mentirosa com o povo. Era uma concessão feita lá em 1997, e eu mesmo lembro de como era pagar alguns dos pedágios mais caros do Brasil, sem ver as obras acontecendo e com rodovias em pista simples”.
O governador destacou ainda que os resultados já estão sendo sentidos. “No primeiro ano dos dois primeiros lotes, já temos mais de R$ 2 bilhões em obras acontecendo. Estamos falando em R$ 60 bilhões em investimentos que vão transformar o Paraná nos próximos sete anos”, afirmou.
O ministro dos Transportes, Renan Filho, elogiou a condução do Governo do Paraná no novo modelo de concessões rodoviárias e destacou o protagonismo do Estado na modernização da infraestrutura do País. “Parabenizo a gestão do Estado do Paraná e a capacidade de interlocução. O Paraná está comemorando um momento muito exitoso. O Estado conta com a parceria das rodovias estaduais, realizando um modelo inovador para o Brasil. São 3,3 mil quilômetros em uma parceria inédita, já replicada por outros estados, e aqueles que ainda não estão nessa direção precisam seguir o mesmo caminho: mais investimentos públicos e o fortalecimento dos investimentos privados”, afirmou.
O ministro lembrou que, no antigo programa de concessões do Paraná, o Estado recebeu cerca de R$ 7 bilhões em investimentos, enquanto agora, com os seis novos lotes, o valor chegará a R$ 96 bilhões, na maior agenda de infraestrutura da história do Paraná. “Esse novo momento vai levar o Estado a outro patamar. O Paraná, que sempre competiu com Santa Catarina e Rio Grande do Sul para ver quem tinha a melhor infraestrutura, agora vai disputar com São Paulo qual é o estado com a melhor estrutura logística do País”, ressaltou.
O certame faz parte do programa de concessões do Governo do Estado, em parceria com o Governo Federal, por meio da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Este foi o penúltimo leilão do pacote de seis lotes que somam 3,3 mil quilômetros de rodovias estaduais e federais. O último leilão, do Lote 5, está marcado para o próximo dia 30 de outubro.
O secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Sandro Alex, destacou que o modelo paranaense de concessões se consolidou como referência nacional. “O modelo Paraná, que hoje é exemplo para o Brasil, teve mais um êxito na Bolsa de Valores, com um desconto superior a 20%, garantindo tarifas menores e grandes obras. Estamos falando de R$ 18 bilhões em investimentos que vão transformar as regiões Norte e Noroeste, com mais segurança e desenvolvimento”, afirmou.
Segundo ele, o resultado reforça a credibilidade do Estado. “O investidor sabe que o Paraná oferece um ambiente seguro e um trabalho sério, capaz de construir a melhor malha rodoviária do País”, salienta.
ambiente seguro e um trabalho sério, capaz de construir a melhor malha rodoviária do País”, salienta.
OBRAS E MELHORIAS – As obras previstas para o Lote 4 representam um dos maiores conjuntos de intervenções do programa de concessões paranaenses. Estão previstos 239,6 quilômetros de duplicações, com destaque para a PR-323, entre Maringá e Guaíra, que terá quase 160 quilômetros duplicados. Entre Doutor Camargo e Umuarama, o projeto contempla a duplicação de 114,62 quilômetros, incluindo a construção de uma nova ponte sobre o Rio Ivaí, faixas adicionais, vias marginais e ciclovias. Também haverá obras na BR-376, com 65 quilômetros de duplicação entre Maringá e Nova Londrina, abrangendo cidades como Paranavaí, Loanda e Guairaçá. Essas intervenções têm como objetivo aumentar a capacidade de tráfego, reduzir o número de acidentes e ampliar a segurança viária em uma das regiões mais produtivas do Estado.
O lote também prevê a construção de novos contornos rodoviários para desafogar o trânsito urbano e melhorar a mobilidade regional. Em Londrina, será implantado o Contorno Norte, com 30,1 quilômetros de extensão, interligando as rodovias BR-369 e PR-445 e beneficiando diretamente o tráfego de carga e o deslocamento metropolitano entre Cambé, Londrina e Ibiporã. Em Maringá, o Contorno Sul terá 19,27 quilômetros e receberá três viadutos do tipo diamante, que permitem acesso direto às pistas laterais, e um viaduto tipo trombeta no entroncamento com a PR-897. Também estão previstos contornos em Nova Londrina e Itaúna do Sul, que facilitarão o deslocamento de veículos pesados e reduzirão o tráfego nas áreas urbanas.
De acordo com o projeto, o Lote 4 ainda contemplará 157 quilômetros de faixas adicionais, 44 quilômetros de vias marginais e 49 quilômetros de acostamentos. As obras incluirão 101 interseções em desnível, um viaduto, uma ponte, 33 retornos e 56 passarelas, além de 59 quilômetros de novos contornos e 50,5 quilômetros de ciclovias. Ao todo, o trecho reunirá mais de uma centena de obras de arte especiais, como pontes e viadutos, voltadas à melhoria da fluidez e da segurança no tráfego.
Em Cianorte, o contrato de concessão prevê um amplo conjunto de obras que vai transformar a mobilidade e a infraestrutura da região, principalmente com a duplicação da BR-323. além de intersecção viárias nos quilômetros 208 e 232, uma nova passagem elevada ao lado do viaduto no km 215 e cinco interseções em formato de diamante distribuídas entre os kms 212 e 227. “A duplicação da 323 vai trazer desenvolvimento para a nossa cidade e para a nossa região. É importante para o escoamento da produção do agro, é importante para todo mundo”, destacou o prefeito de Cianorte, Marco Franzato . A região vai receber também novas pontes sobre os rios Catingueiras e dos Índios, passarelas, vias marginais e ciclovias.
A Agência Estadual de Notícias publicou uma série detalhando as obras de duplicação da PR-323 entre Umuarama e Iporã, duplicação de 114 km da PR-323 entre Maringá e Umuarama, duplicação de 65 quilômetros da BR-376 entre Maringá e Nova Londrina, e os novos contornos de Maringá e Londrina. As grandes obras podem ser detalhadas neste mapa.
MAIS BARATO – Além das obras, a concessão garante uma redução nas tarifas de pedágio em relação ao contrato anterior. Na praça de pedágio de Jataizinho, por exemplo, o desconto comparado com a antiga tarifa reajustada a valores atuais chega a 61%. Nas praças de Mandaguari e Presidente Castelo Branco, os descontos nas mesmas comparações são de mais de 48% e 47%, respectivamente.
Os usuários também contarão com descontos de 5% para pagamentos automáticos via tag e com o Desconto de Usuário Frequente (DUF), que reduz progressivamente o valor do pedágio conforme o uso contínuo do mesmo trecho. Os motociclistas estarão isentos da cobrança.
ETAPAS – De acordo com o edital da concessão, a empresa vencedora fará mudanças nos trechos a partir do primeiro ano de contrato, quando serão eliminados problemas que representem riscos aos usuários, a recomposição da sinalização vertical e horizontal, além da oferta de serviços de assistência, que incluem atendimentos a incidentes e apoio operacional, com ambulâncias e guinchos.
Também cabe à concessionária, serviços de recuperação das rodovias e a operação de sistema de pesagem em movimento, câmeras em pontos críticos e detecção automática de incidentes com o objetivo de monitorar e fazer uma gestão eficaz do tráfego.
PACOTE – As seis concessões do programa rodoviário do Paraná têm prazo de 30 anos a partir da assinatura dos contratos, com investimentos que ultrapassam R$ 60 bilhões, sendo considerado o maior programa rodoviário da América Latina. Ao todo, são 3,3 mil quilômetros de estradas, sendo 1,1 mil quilômetros de rodovias estaduais e 2,2 mil de rodovias federais.
Os dois primeiros lotes estão em operação desde janeiro de 2024. O Lote 1 é operado pelo Grupo Pátria, com investimento previsto de R$ 7,9 bilhões, e o Lote 2, pelo Grupo EPR, com R$ 10,8 bilhões em obras. Já os Lotes 3 e 6 tiveram seus contratos iniciados em abril deste ano, sendo o Lote 3 gerido pelo Grupo Motiva (antiga CCR S.A.) e o Lote 6, também pelo Grupo EPR.
O último leilão, do Lote 5, está marcado para a próxima semana, dia 30 (quinta-feira) também na B3. O edital contempla 430,7 quilômetros de rodovias nas regiões Oeste e Noroeste, com previsão de R$ 11,7 bilhões em investimentos e 238 quilômetros de duplicações.
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