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Bebidas adulteradas: o perigo que pode levar à cegueira, morte e destruição. Um projeto de lei que visa combater a venda de bebidas adulteradas está em tramitação na ALEP. A proposta aguarda desde junho de 2025 para ser pautada na Comissão de Defesa do Consumidor. Será que é preciso que paranaenses morram ou sejam vítimas para que a votação dessa proposta, crucial para a saúde pública, finalmente aconteça?

Os recentes casos de cegueira e mortes causados pelo consumo de bebidas adulteradas com metanol expõem uma ameaça à saúde pública no Brasil. No Paraná, um projeto de lei (393/2025) para enfrentar o problema já existe desde junho, resultado de uma parceria entre o deputado estadual Requião Filho (PDT) e a Associação Brasileira de Bares e Casas Noturnas (Abrabar). A proposta aguarda inclusão na pauta da Comissão de Defesa do Consumidor para avançar na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep).

O projeto prevê a criação do selo “Beber Legal”, que certifica bares e restaurantes que comprovarem a procedência e a qualidade das bebidas comercializadas. O objetivo é garantir rastreabilidade, coibir a circulação de produtos adulterados e trazer segurança no consumo.

Segundo Requião Filho, a iniciativa altera a Consolidação das Leis de Defesa do Consumidor no Estado, atuando como medida preventiva. “O Estado precisa agir para que novas tragédias não voltem a acontecer. Esse projeto foi pensado para dar mais transparência à venda e ao consumo de bebidas, protegendo a população e valorizando o comércio que cumpre as regras e vende produtos de qualidade”, explica Requião Filho.

Já o presidente da Abrabar, Fábio Aguayo, acredita que a iniciativa responde a um cenário crítico vivido no Estado. “Nós estamos num estado que é corredor natural de produtos e mercadorias sem procedência, vindo do Paraguai e da Argentina. Esse é um projeto de via dupla. Ele protege a indústria e os empresários sérios, além do consumidor, que terá a garantia de estar consumindo um produto com procedência”, ressalta.

Dados nacionais – Segundo a Associação Brasileira de Bebidas Destiladas (ABBD), 36% dos destilados vendidos no Brasil são adulterados, o que representa bilhões em prejuízos e riscos diretos à saúde da população. Um estudo da Euromonitor International desenvolvido para a ABBD indica que o Brasil deixou de arrecadar R$ 28 bilhões em 2024, devido ao mercado ilegal de álcool no país. Já o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) estima em R$ 56,9 bilhões o impacto financeiro do comércio ilegal de bebidas falsificadas, em 2022.

 

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Uma resposta

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