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MP/PR acessa provas chave no sumiço de R$ 12 Milhões da Prefeitura da Fazenda Rio Grande. Notebook do auditor do TCE mostra uma planilha que pode deixar uns e outros na bacia das almas

MP/PR acessa provas chave no sumiço de R$ 12 Milhões da Prefeitura da Fazenda Rio Grande. Notebook do auditor do TCE mostra uma planilha que pode deixar uns e outros na bacia das almas.

Informações nocauteantes, colocadas com exclusividade pelo jornalista Karlos Kohlbach, dão conta que nem as muito prováveis novas fases da operação Fake Care, que apura desvio de dinheiro em contratos com secretarias da Saúde, assustam tanto a classe política quanto o material apreendido pelos promotores do Ministério Público durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão.

Mais especificamente o celular modelo iphone 17 do prefeito de Fazenda Rio Grande, Marco Marcondes, e o laptop do auditor do Tribunal de Contas, Alberto Martins de Faria — este último apontado pelo MP como líder da organização criminosa.

Aliás, comenta-se que Marcondes cometeu uma falha gravíssima: fornecer a senha de desbloqueio do aparelho telefônico. A partir daí, da extração dos dados, o MP pode abrir novos inquéritos a partir da Fake Care. E aí reside a primeira preocupação.

Como prefeito de Fazenda Rio Grande, Marcondes falava com muitos políticos por aplicativos de mensagens. A exposição do conteúdo das conversas pode comprometer gente graúda.

A segunda preocupação é com os dados contidos no computador de Alberto Martins de Faria. Talvez por estar ciente das informações no laptop o auditor chegou a arremessar o equipamento da janela do quarto quando os promotores e policiais do Gaeco entraram na casa dele, num condomínio na rua Antônio Escorsin, no bairro São Braz, em Curitiba.

A equipe que cumpriu o mandado de busca na casa do auditor relata que o computador foi “apreendido na área externa da residência, próximo a janela do banheiro da suíte do casal”.

Uma fonte do Blog Politicamente ligada à investigação conta que no laptop de Alberto Martins de Faria teria uma planilha com nomes que até então não vieram à tona, mas que poderia ter relação com o esquema desbaratado pelo MP. E que esta sendo objeto de apuração.

Apesar do MP já ter oferecido a denúncia, ela não foi apreciada pelo Tribunal de Justiça do Paraná — que pode recebê-la, tranformando os investigados em réus, aditá-la ou até arquivar. O desembargador Kennedy Josue Greca de Mattos, da 2ª Câmara Criminal, deu prazo de 15 dias para que os denunciados pudessem oferecer defesa prévia.

 

No entanto, o magistrado suspendeu o prazo a pedido da defesa de Alberto Martins de Faria. O advogado Eduardo Sanz sustentou que não teve acesso ao espelhamento dos equipamentos apreendidos e nem à digitalização dos documentos físicos arrecadados com os investigados — o que impossibilita a realização da defesa.

“A defesa não tem acesso às mídias e aos extratos enviados pelas instituições financeiras decorrentes da quebra de sigilo bancário e fiscal determinada por Vossa Excelência que deram origem aos relatórios produzidos pelo MPPR. Em síntese: o MPPR dispõe de todo o material já produzido ao longo de toda a investigação enquanto os jurisdicionados – com prazo para apresentação de reposta – são obliterados do conteúdo desses elementos de prova, imprescindíveis para o pleno exercício da ampla defesa e do contraditório, em violação ao devido processo legal (fair trial) e à paridade de armas”. 

O desembargador deferiu o pedido do advogado Eduardo Sanz e suspendeu o prazo para apresentação de defesa prévia/resposta, até nova deliberação — decisão que acabou se estendo aos demais denunciados.

Tem muita gente torcendo por uma decisão de nulidade de toda a operação.

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