lula flavio

O tempo passa, novas eleições se aproximam e a divisão persiste: de um lado Lula e Bolsonaro, do outro os ‘nem-nem’, que já somam quase 30%

O jornalista Thomas Traumann, leia-se O GLOBO, faz toda semana um panorama na política e nesta segunda-feira ele escreve “Os independentes no divã”, dizendo que com campanha rapidamente polarizada entre as candidaturas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do senador Flávio Bolsonaro, a disputa vai se reduzir a como conquistar os independentes, o grupo de 29% dos brasileiros que se dizem nem lulistas, nem bolsonaristas. Uma extensa pesquisa inédita da Genial/Quaest mostra que existem independentes mais conservadores e mais progressistas, porém que a maioria dos nem-nem está no espectro da centro direita.

A pesquisa parte de 27 perguntas sobre valores e posições ideológicas dos cinco núcleos: lulistas (20% do eleitorado); esquerda não-lulista (15%); independentes (29%); direita não-bolsonarista (22%) e bolsonaristas (13%). A primeira conclusão é que os não-bolsonaristas e os bolsonaristas concordam em quase tudo, o que explica a rápida ascensão de Flávio nas pesquisas assim que foi escolhido herdeiro de Jair Bolsonaro.

A segunda é que a esquerda não-lulista tem posições à esquerda dos lulistas, o que comprova como o presidente é maior que o PT e consegue avançar sobre parte do eleitorado conservador.

Os independentes estão na encruzilhada. Na média, são mais mulheres do que homens, têm mais de 30 anos, vivem no Sudeste e se declaram pardos e católicos. Como poderia se esperar de um agrupamento que não se identifica com as duas maiores facções políticas, os nem-nem são diversos, flexíveis em suas opiniões e, às vezes, contraditórios. Compare como os independentes se posicionaram na pesquisa, feita com 2.004 eleitores em 5 de outubro:

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