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O clã bolsonarista está assim:
“nós resolvemos ou nos matamos”

Respeitando tudo, tem ou não tem uma confusão familiar?

Segundo o grande colunista do METROPÓLES, Igor Gadelha. As investidas digitais de Michelle Bolsonaro contra Flávio Bolsonaro (PL-RJ) estão sendo lidas pela comunidade política como um movimento calculado de pressão. A percepção generalizada, de aliados a opositores, é de que a ex-primeira-dama está usando as redes sociais para demonstrar que detém um arsenal de informações sensíveis contra o enteado. A estratégia desenrolou-se em duas etapas cronometradas. Na quarta-feira (24/6), Michelle rompeu o silêncio ao denunciar publicamente ter sido “desrespeitada” pelo senador. Na segunda-feira seguinte (29/6), elevou o tom de forma velada ao endossar declarações de Anthony Garotinho sobre vídeos comprometedores em festas da elite financeira e cravar que a “verdade vai prevalecer”. A grande preocupação do núcleo político de Flávio reside no que essa narrativa antecipa. A proximidade de Michelle com o ministro André Mendonça, que relata o caso Master no STF, dá peso institucional ao temor dos bastidores. Mais do que o impacto imediato das publicações, o que assombra a direita aliada é o forte indício de que a ex-primeira-dama está criando um clima de expectativa para deflagrar uma crise ainda maior contra a candidatura do enteado.

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