Até os postes e os bichos do Passeio Público sabem que estamos falado do ex-governador Beto Richa. Ele, que começou sua carreira política com uma derrota à Câmara de Vereadores de Curitiba, continuou determinado, seguindo um conselho milenar de que “a derrota é o prenuncio da vitória”, a partir daquele tempo, foi só sucesso. Parecia o cantor Roberto Carlos em seus bons tempos. Foi um sucesso atrás do outro. Deputado estadual, vice-prefeito, prefeito e governador por duas vezes, vitoriosas no primeiro turno. Não tinha pra ninguém. No governo do Paraná, talvez por sucessões de erros administrativos alinhados a denúncias sobre “coisinhas nada sérias”, a casa começou a despencar. Deixou o governo e está indo para uma disputa incerta e perigosa. Beto Richa, dizem uns e outros, deveria ter terminado o seu mandato e, no comando, teria tudo para fazer seu sucessor. Continuaria sendo a personalidade e passaria o momento político paranaense, e mais, com a possibilidade de Geraldo Alckmin estar no segundo turno das eleições de outubro, continuaria tendo força política local e potencial para começar a despontar nacionalmente, em uma possível vitória do presidenciável tucano e do centrão, podendo assim assumir postos importantes. Agora não adianta chorar o leite derramado. Nestas eleições, ninguém vai poupá-lo. Será só vidraça, e em suas “falações” terá que ficar se defendendo, defendendo e, apesar da pequena chance de vitória para o senado, que ele espera ter com a ajuda dos prefeitos, poderá não lograr êxito.


