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Tempos de luz, tempos de alegria, tempos em que teríamos investimentos em agricultura familiar e progresso. Cansado dos conchavos da velha política paranaense, o ex-senador – que saiu do berço tucano por assinar a CPI da Corrupção no Congresso Nacional contra o presidente do seu próprio partido, Fernando Henrique Cardoso e foi acolhido pelo PDT – resolveu jogar os betes e voltar para vida secular.
Não depende, nem jamais dependeu da política. Era um grande homem, com enorme conhecimento e boa vontade, com atos e não apenas palavras como a maioria das velhas raposas políticas do Paraná. Viu ratazanas comprarem partidos e viu o próprio irmão se virar contra si. Viu aliados históricos querendo vender apoio em troca de apoio de partidos que contribuíram para o crescimento ainda maior da corrupção com a pecha de esquerda – que jamais foi. Viu pressões políticas como na época de Getúlio Vargas e de Jânio Quadros. Viu golpes duros como da aliança do Podemos com o PSD, a exemplo do que fez o PMDB nacionalmente em história recente. Deixou seu nome na história como uma pessoa que conseguiu sair com a cabeça erguida, sem jamais ser marcado pela corrupção e pelos desatinos da vida pública.
Deixará saudades em meu peito. Histórias como a dele não devem nos fazer esmorecer. Devem nos fazer lutar e lutar e lutar ainda mais para chegarmos ao objetivo final: a moralidade e a ética na política. Quando deixarmos de lado o Poder pelo Poder e apostarmos em projetos de crescimento, teremos dado um grande passo em direção a algo muito maior.
Osmar sai da política por não entender a política da forma como é a política: suja e com traições a cada esquina. Que mais Brizolas e Osmar Dias surjam neste Brasil de todos nós!


