A notícia está pipocando na grande mídia. Segundo matéria assinada pelo jornalista Fernando Garcel, leia-se Paraná Portal, o Tribunal de Justiça do Paraná confirmou, nesta terça-feira (07/08), a condenação do ex-governador Paraná e candidato ao Senado Beto Richa (PSDB) e sua esposa, Fernanda Richa, no processo que julgava a restituição de verbas públicas utilizadas em uma viagem e estadia em Paris.
A petição inicial da ação popular que motivou a condenação cita que a comitiva passou o fim de semana em um hotel cinco estrelas em Paris, às custas do estado. Quatro pessoas, incluindo o governador e a esposa dele, Fernanda Richa, que era secretária de Desenvolvimento Social na época, ficaram no hotel Napoléon, em uma das regiões mais luxuosas de Paris, onde a diária custaria cerca de 250 euros por pessoa — por volta de R$ 1.000. Na ocasião, não havia agenda oficial em Paris.
Em nota, a defesa do ex-governador Beto Richa afirma que a decisão é equivocada, que deve recorrer e que a viagem buscava novos investimentos no Paraná.
Lei de Ficha Limpa
Durante o voto, a desembargadora Maria Aparecida Blanco de Lima destacou que houve ocorrência de dolo, uma vez que teria existido intenção de lesar o erário e isso pode gerar um reflexo eleitoral previsto pela Lei de Ficha Limpa. O caso deve ser analisado pelo Ministério Público do Paraná (MPPR) e, em paralelo, partidos e candidatos podem buscar brechas para dificultar a candidatura de Richa ao Senado.
De acordo com a advogada especialista em Direito Eleitoral Carla Karpstein, para ficar inelegível um candidato precisa ser condenado em segunda instância por ato doloso de improbidade, dano ao erário e ressarcimento aos cofres públicos.
(Foto/Arquivo/Site MaringáManchete.com.br)


