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Operação Quadro Negro: TCE-PR viu desvios de recursos também em reformas de escolas

O Tribunal de Contas do Estado aponta que os desvios em obras de escolas estaduais do Paraná, identificados na Operação Quadro Negro, não se restringiram apenas à construção de novas escolas estaduais.  Segundo os auditores do TCE, o esquema foi utilizado também na execução de reformas.

A Sétima Inspetoria de Controle Externo, unidade do Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) atualmente responsável pela fiscalização do Fundepar (antiga Superintendência de Desenvolvimento Educacional – Sude – da Secretaria de Estado da Educação), aponta irregularidades na realização de serviços de reparos e melhorias no Colégio Estadual Rui Barbosa, no município de Jacarezinho (Norte Pioneiro). Segundo a 7ª Inspetoria, o dano ao erário decorrente de pagamentos não correspondentes ao efetivo estágio de execução da obra ocorreu com a participação de agentes públicos e da empresa contratada, “numa ordenação sistêmica, reiterada e arranjada”. A nova Comunicação de Irregularidade foi apresentada na última terça-feira (7 de agosto) e tem como relator o conselheiro Artagão de Mattos Leão.

A fiscalização do TCE-PR comprovou o pagamento de R$ 380.092,52 à Construtora Masconi Empreendimentos Imobiliários Ltda., com execução efetiva de R$ 197.416,34. Diante disso, foi confirmando um dano de R$ 182.676,18 ao cofre estadual, relativo à diferença entre o valor pago e o efetivamente executado.

“Os envolvidos agiram pensada e refletidamente com a intenção de obter vantagens indevidas e se utilizaram, para tanto, da inserção de informações inverídicas em boletins de medição, em desacordo com o cronograma físico-financeiro da obra”, escreveram os analistas de controle da 7ª ICE na Comunicação de Irregularidade. Em relação à Operação Quadro Negro, a partir da fiscalização da 7ª ICE, desde 2015 o TCE-PR já abriu procedimentos relativos a 14 obras, envolvendo seis empresas e 42 agentes públicos e privados, com recursos impugnados em valor superior a R$ 30 milhões. Nos cinco processos já julgados, o Pleno do TCE-PR determinou a devolução de aproximadamente R$ 10,5 milhões. A 7ª ICE tem como superintendente o conselheiro Ivens Linhares.

Responsabilizados

Estão sendo responsabilizados Maurício Jandoi Fanini Antônio e Jaime Sunye Neto, dirigentes da Sude; os servidores da superintendência Evandro Machado e Vânia Valéria Alves de Lara Araújo; além da Construtora Masconi Empreendimentos Imobiliários; da sócia da empresa, Ana Brígida Neves Faria de Paula; e do engenheiro Sérgio Mazuo Marum.

Na Comunicação de Irregularidade são propostas as sanções de restituição do valor indevidamente pago, atualizado; aplicação de multa proporcional ao dano; declaração de inidoneidade dos servidores públicos, da empresa contratada e de seus diretores e funcionários envolvidos na fraude; além de comunicação ao Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Paraná (Crea-PR). Com informações do Paraná Portal e da Assessoria de Imprensa do Tribunal de Contas do Paraná.

 

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