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Hospital Evangélico e faculdade foram vendidos por R$ 259 milhões. Funcionários estão apreensivos

O Hospital Evangélico de Curitiba e a Faculdade Evangélica foram leiloados na manhã desta sexta-feira (17/08). O vencedor da concorrência foi o Consórcio R+, de Minas Gerais, formado pela Única Educacional Limitada e pela Âmbar Saúde, que adquiriu as instituições por R$ 259 milhões. Depois do leilão, o comentário nos corredores do hospital era um só, que os novos donos têm ligações com o prefeito afastado de Montes Claros, Ruy Muniz e sua esposa a parlamentar Raquel Muniz, que já frequentaram notícias um quanto tanto alarmantes. O material foi publicado tempos atrás no site G1. As informações são do blog do jornalista Celso Nascimento.

Ação do MPF aponta que Ruy e Raquel são gestores da Soebras. Empresas do grupo movimentaram em quatro anos R$ 2,27 bilhões, diz MPF.

A Justiça Federal em Belo Horizonte decretou a intervenção judicial em quatro empresas do prefeito afastado de Montes Claros, Ruy Muniz (PSB), e da esposa dele, a deputada federal Raquel Muniz (PRB), que elogiou o marido durante a votação do processo de impeachment de Dilma Rousseff (PT). No dia seguinte ele foi preso em uma operação da Polícia Federal. A sentença foi divulgada na tarde desta segunda-feira (12) pelo Ministério Público Federal, responsável pela Ação Civil Púbica que resultou na intervenção.

Segundo o MPF, a investigação revelou que o casal é o real administrador do grupo Soebras, mas não configuram como gestores em nenhum contrato social. “Eles utilizam as receitas dessas instituições – que, por lei, não poderiam distribuir lucros – para benefício próprio e de sua família”, diz o MPF.

O MPF diz que nos contratos sociais das empresas constam parentes, amigos e até pessoas humildes que já foram funcionários do casal. De acordo com a ação, a atual presidente da Soebras “reside em uma casa humilde de um bairro da periferia de Montes Claros. Ainda assim, no papel, ela seria a dirigente máxima de uma entidade mantenedora de 125 estabelecimentos de ensino e saúde em todo o país, com movimentação de centenas de milhões de reais”.

Na ação, o MPF afirma também que as empresas Soebras, Funorte, Única Educacional e Fasi movimentaram R$ 2,27 bilhões entre os anos de 2010 e 2014, “com transferências sucessivas entre as contas do grupo, para dificultar o rastreamento dos valores”.

 

 

 

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