O procurador Deltan Dallagnol terá que dar explicações às corregedorias do Ministério Público Federal e do Conselho Nacional do Ministério Público. Tudo por conta de uma entrevista que concedeu à Rádio CBN, comentando a decisão da 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal de transferir para a Justiça de Brasília trechos da delação premiada de executivos da Odebrecht que fazem referências a Lula.
Ele disse na entrevista: “pelos três mesmos de sempre, que tiram tudo de Curitiba e que mandam tudo para a Justiça Eleitoral e sempre dão habeas corpus, estão sempre formando uma panelinha e que mandam uma mensagem muito forte de leniência a favor da corrupção”. A referência era dos ministros Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski.
Segundo informações da jornalista Mônica Bergamo, uma das investigações foi aberta a pedido do ministro Dias Toffoli, que na quinta se encontrou com o corregedor-geral do CNMP, Orlando Rochadel. O outro procedimento procedimento será o mesmo na corregedoria do MPF. De acordo com a assessoria do órgão, haverá uma verificação inicial sobre o teor da notícia para então se decidir pela instauração, ou não, de uma sindicância.


