A informação é dos jornalistas Julio Wiziack e Mariana Carneiro e diz que as medidas do presidente Michel Temer para baixar o preço dos combustíveis atendendo à reivindicação de caminhoneiros grevistas viraram base das propostas de Jair Bolsonaro (PSL) para o setor, mesmo sem terem surtido o efeito esperado. De acordo com a reportagem, veiculada na Folha de São Paulo, em seu plano de governo, o presidenciável diz que deixará a Petrobras livre para seguir os preços praticados no mercado internacional, mas com “mecanismos de hedge” (proteção) para suavizar a volatilidade da cotação do petróleo. Em outra frente, para reduzir o preço dos combustíveis nas bombas, quer negociar com os estados mudanças nas alíquotas do ICMS. Ambas as medidas foram negociadas na paralização dos caminhoneiros, em maio, pela equipe de Temer para encerrar o movimento, que contribuiu para reduzir a taxa de crescimento da economia. Para sustentar o “colchão” contra a volatilidade dos preços internacionais, Temer reduziu as alíquotas de PIS e Cofins e zerou a Cide, tributos que incidem sobre o diesel.


