Caiu no meio trabalhista como uma grande decepção a intenção do governo de Jair Bolsonaro em extinguir a pasta do Trabalho. Criado há 30 anos, o Ministério do Trabalho divulgou, por meio da assessoria, a importância de ser mantido como uma pasta autônoma.
A nota diz que: “O futuro do trabalho e suas múltiplas e complexas relações precisam de um ambiente institucional adequado para a sua compatibilização produtiva, e o Ministério do Trabalho, que recebeu profundas melhorias nos últimos meses, é seguramente capaz de coordenar as forças produtivas no melhor caminho a ser trilhado pela nação brasileira, na efetivação do comando constitucional de buscar o pleno emprego e a melhoria da qualidade de vida dos brasileiros”
Em razão da possível extinção do Ministério, as centrais sindicais não deixaram por menos.
Em nota, a Força Sindical afirma que “não pode se calar” sobre a intenção do governo eleito de fundir com outra pasta o Ministério do Trabalho e Emprego. A central se mostra contrária à proposta.
“Queremos o Ministério do Trabalho e Emprego forte, parceiro e protagonista na luta contra a recessão e pela retomada do crescimento econômico do país, com respeito aos direitos sociais, previdenciários e trabalhistas da classe trabalhadora, geração de empregos, distribuição de renda e inclusão social.”
Segundo a Força Sindical, o ministério dialogou “de forma plenamente democrática” e teve “importante atuação” para avanço significativo das relações de trabalho.
Para o advogado trabalhista Ivandick Rodrigues, professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie, “É uma perda para a democracia, especialmente em um cenário como o atual, em que se debate muito o desemprego”.
Guilherme Feliciano, presidente da Anamatra (Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho), disse que lamenta a decisão:
“”O MTE é uma instituição que carrega tradição de 88 anos, sempre protagonizou uma pasta ministerial”, afirmou. “Como todos sabemos, é um valor constitucional referido entre os fundamentos da República. [Sua extinção] seria péssimo para as relações sociais”.
As centrais sindicais prometem agitar geral a posição do presidente eleito Jair Bolsonaro.
Com informações da Agência Brasil e do site UOL.
(Foto/Ilustrativa)


