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Paraná terá quase 500 médicos a menos a partir do próximo ano. São os profissionais do “Mais Médicos”

O não acerto entre Jair Bolsonaro e o governo cubano vai prejudicar muitos paranaenses. O fim do convênio do programa Mais Médicos, pode representar uma baixa de 458 profissionais cubanos no Paraná, informa a jornalista Katia Brembatti, em reportagem que assina para o site da Gazeta do Povo. Segundo a matéria, os médicos cubanos atuam em 187 das 399 cidades paranaenses. A cidade mais afetada deve ser Ponta Grossa, que dispõe de 56 médicos cubanos. Curitiba, por exemplo, conta com 5. Segundo Robson Xavier, secretário adjunto de Saúde em Ponta Grossa, os profissionais cubanos representam 75% da força de trabalho nas 54 unidades básicas e fizeram cerca de 300 mil consultas no ano passado. Ele destaca que são responsáveis por atendimentos domiciliares, programas de atenção à gestante, saúde da família e medicina preventiva. Durante os cinco anos de atuação na cidade, teriam contribuído para a redução de índices de mortalidade infantil. O prefeito Marcelo Rangel, apoiador ferrenho de Bolsonaro, já começa sentir os problemas. Ele convocou uma reunião de emergência para resolver o problemão.

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