Ninguém desconhece a importância, e o que representa a participação do ex-juiz federal Sérgio Moro no governo Bolsonaro. Contudo, uns e outros do próprio Ministério da Justiça, estão falando “coisinhas”, sobre a preferência do “xerifão”, por quadros da Polícia Federal. O assunto é destaque no Painel da Folha de São Paulo, edição desta terça-feira (27/11). Segundo a nota, a quase onipresença de delegados da PF na equipe que Sérgio Moro levará para o Ministério da Justiça começou a despertar preocupação em especialistas em segurança, e ciúmes entre integrantes de outras categorias do (funcionalismo) vinculadas à área. A avaliação do primeiro grupo é a de que o time escolhido por Moro tem experiência no combate à corrupção e ao crime organizado, mas é pouco afeito a outros temas essenciais à pasta, como políticas de redução homicídios e roubos. O presidente do Fórum Nacional de Segurança Pública, Renato Sérgio de Lima, diz que, para o foco no “combate à corrupção e ao crime organizado, nesta chave de estancar a lavagem de dinheiro”, a batuta de Moro está correta. “O problema”, acrescenta, “é que as demais agendas ficaram descobertas”.
(Foto/Ilustrativa/Arquivo/Agência Brasil)


