Apesar das promessas do presidente Jair Bolsonaro a grupos evangélicos e ao governo israelense de transferir a embaixada brasileira no país de Tel Aviv para Jerusalém, a medida sofre importante resistência dentro do Palácio do Planalto. A informação é da jornalista Mariana Schreiber, em reportagem que ela assina para o site da BBC Brasil.
A matéria dá conta que o ministro da Secretaria de Governo, general da reserva Carlos Alberto dos Santos Cruz, disse que possíveis consequências práticas dessa decisão podem inviabilizar a transferência.
Lideranças evangélicas querem que a mudança da embaixada seja concretizada até abril, mês em que se celebra a criação do Estado de Israel em 1948. Questionado se considerava isso possível, Santos Cruz disse que seria inviável.
“Olha, eu não vou falar nem pelo Bolsonaro, nem pelo Ernesto (Araújo, ministro das Relações Exteriores), mas eu acho que eles (evangélicos) vão ficar na esperança. Porque uma coisa é você dizer que tem intenção, outra coisa é você concretizar. Para sair de uma ideia para a vida real, você tem uma série de outras considerações de ordem prática. Então, eu acho completamente inviável essa conexão”, afirmou o general, um dos ministros mais próximos de Bolsonaro.


