O lance do deboche é coisa da Rádio Corredor Braziliense. Pelo sim, pelo não, a verdade é que o decreto das armas tem ao menos sete diferenças em relação à minuta elaborada pelo ministro da Justiça, Sérgio Moro, informa a Coluna Estadão.
Segundo a nota, embora não tenha dado declarações na cerimônia de assinatura do texto, soube-se, nos bastidores, que as divergências teriam chateado o ministro. A sugestão de Moro era mais restritiva: previa a posse para duas armas, e não quatro; não prolongava automaticamente registros já concedidos para dez anos e exigia a comprovação de cofre para artefatos, e não a mera declaração.
Mas o Estadão informa que não é só isso. Na versão de Moro, era possível negar o pedido de registro com base em “fundadas suspeitas” de informações falsas ou de ligação com grupos criminosos. No texto final, só é negada a solicitação se houver comprovação desses pontos.
(FOTO/ARQUIVO/AGÊNCIA BRASIL)


