O bloco, que conta com 98 parlamentares, não definiu ainda um nome único para concorrer à presidência da casa nesta sexta-feira (01/02), e tem a expectativa de que o PCdoB e o PDT também se unam e deixem de apoiar Rodrigo Maia (DEM), que concorre à reeleição na Câmara.
De acordo com Paulo Pimenta (PT), a união é vista como a “reação dos partidos de esquerda” às políticas de Bolsonaro.
“Esse bloco é uma reação dos partidos de esquerda que querem ser uma oposição de verdade contra essas politicas de redução de direitos. Vamos nos distanciar do governo, em defesa da democracia e dos direitos dos trabalhadores. Queremos um bloco ainda mais amplo. Vamos aguardar PCdoB e PDT”, afirmou em entrevista os jornalistas.
Pimenta descarta a possibilidade de apoio a Maia e disse que irá defender a candidatura de Marcelo Freixo (PSOL) em reunião de petistas que ocorre ainda nesta quinta (31) para tratar do tema.
A decisão de não se unir em torno de um candidato único tem como objetivo aproximar as outras siglas de esquerda. O PCdoB, por exemplo, não deve abrir mão de apoiar Maia.
“A gente espera que o PCdoB venha para o bloco, queremos eles independente do apoio ao meu nome”, afirmou Freixo. “O bloco é uma consolidação politica importante e uma vitória do campo da esquerda.”


