O juiz Fernando Bardelli Silva Fischer, da 13ª Vara Criminal de Curitiba, onde tramita a ação penal por conta da Operação Rádio Patrulha, disse ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) que a defesa de Beto Richa e do seu irmão Pepe Richa tem feito de tudo para tentar protelar o processo do Operação Rádio Patrulha.
O entendimento do juiz foi levado ao Superior Tribunal de Justiça.
A enrolação é considerada por ele um grande “prejuízo à administração da Justiça”.
A fala do juiz de primeiro grau foi encaminhada à ministra Laurita Vaz, do STJ.
Segundo informa a jornalista Catarina Scortecci, a ação penal da Operação Rádio Patrulha na qual Beto e Pepe Richa são réus – junto com outros 11 nomes – foi suspensa na noite da última quinta-feira (31), por decisão liminar do presidente do STJ, ministro João Otávio de Noronha, que acolheu um pedido dos irmãos Richa, no âmbito de um Habeas Corpus (HC 491.061). O mérito do HC ainda será analisado, daí a manifestação do juiz, que defende a retomada do processo.
A reportagem de Catarina Scortecci, veiculada no site da Gazeta do Povo, dá conta que a relatoria do HC é da ministra Laurita Vaz, mas, naquela data, era Noronha quem fazia o plantão do STJ. Na mesma noite, o ministro também acolheu pedido da defesa de Beto Richa para tirar o tucano do Complexo Médico Penal, em Pinhais, na região de Curitiba – o mandado de prisão preventiva era ligado à Operação Integração.
Agora, com base nas informações prestadas pelo juiz da 13ª Vara Criminal de Curitiba, cabe à ministra Laurita Vaz analisar o caso.
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