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Bolsonaro acordou e demitiu Marcelo Álvaro, o ministro do Turismo. Podia aproveitar e mandar embora a rainha da goiabeira e o cara que diz que é ministro da Educação

O presidente Jair Bolsonaro, em ato assinado em conjunto com o ministro Sérgio Moro (Justiça), exonerou Marcelo Álvaro Antônio (PSL) do cargo de ministro do Turismo.  A decisão foi publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (06/02), informou o site da Folha de São Paulo, por volta das 05h14m.

O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, disse que Marcelo Álvaro retornará ao posto na Esplanada após cumprir a formalidade de assumir o mandato de deputado federal na Câmara. “[A exoneração] é para tomar posse como deputado. Ele volta [ao governo] após as formalidades da Câmara dos Deputados”, afirmou.

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Em seguida, em postagem numa rede social na manhã desta segunda, o ministro afirmou que, “em tempos de fake news, importante avisar: hoje tomo posse na Câmara dos Deputados e amanhã [terça] retorno as atividades frente ao Ministério do Turismo”.

A assessoria de Álvaro Antônio informou ainda que ele não havia tomado posse na Câmara porque estava de licença médica.

Segundo a Casa Civil da Presidência, é praxe o ministro da Justiça assinar atos dessa natureza. Moro, no entanto, não assinou as exonerações de outros ministros que deixaram os cargos para tomarem posse na Câmara na semana passada.

Na última segunda-feira (4), reportagem da Folha revelou que o ministro do Turismo de Bolsonaro,o deputado federal mais votado em Minas, patrocinou um esquema de candidaturas laranjas no estado que direcionou verbas públicas de campanha para empresas ligadas ao seu gabinete na Câmara.

Após indicação do PSL de Minas, presidido à época pelo próprio Álvaro Antônio, o comando nacional do partido do presidente Jair Bolsonaro repassou R$ 279 mil a quatro candidatas. O valor representa o percentual mínimo exigido pela Justiça Eleitoral (30%) para destinação do fundo eleitoral a mulheres candidatas.

Apesar de figurar entre os 20 candidatos do PSL no país que mais receberam dinheiro público, essas quatro mulheres tiveram desempenho insignificante. Juntas, receberam pouco mais de 2.000 votos, em um indicativo de candidaturas de fachada, em que há simulação de alguns atos reais de campanha, mas não empenho efetivo na busca de votos.

Ainda na segunda-feira, após a reportagem da Folha, o vice-presidente, general Hamilton Mourão, afirmou que o caso deve ser investigado. Segundo ele, se os órgãos de investigação confirmarem a existência da irregularidade em relação ao ministro, trata-se de uma denúncia grave. ​

Sobre o teor da reportagem, o ministro Marcelo Álvaro Antônio afirmou, por meio da assessoria, que “a distribuição do fundo partidário do PSL de Minas Gerais cumpriu rigorosamente o que determina a lei” e que “refuta veementemente a suposição com base em premissas falsas de que houve simulação de campanha com laranjas no partido.”

 

O presidente poderia despachar também o ministro da Educação, com todo respeito, pelas besteiras que fala, ele causa mais estrago ao governo do que ajuda.

Outra demissão que Bolsonaro poderia fazer é da ministra Damares Alves, a rainha da goiabeira.

Por Deus, este governo deve ter gente mais competente para estes dois postos.

Toca o baile.

A foto do post é da Agência Brasil.

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