A Justiça aceitou a denúncia e tornou réu o ex-governador do Paraná Beto Richa (PSDB) por organização criminosa e corrupção passiva no âmbito da Operação Integração – que investiga pagamento de propina a Richa e outros agentes públicos por empresas de pedágio no Paraná, informam os jornalistas José Vianna, Adriana Justi e Alana Fonseca.
Segundo eles, que assinam matéria veiculada no portal da Rede Globo, o G1 – Paraná, além do ex-governador do Paraná, outras nove pessoas viraram rés pelos mesmos crimes. Trata-se da denúncia que investiga o núcleo político.
Os gazeteiros deixam claro que, segundo o MPF, o esquema desviou R$ 8,4 bilhões por meio do aumento de tarifas de pedágio do Anel de Integração, e de obras rodoviárias não executadas. A propina paga em troca dos benefícios, conforme os procuradores, foi estimada em pelo menos R$ 35 milhões.
A reportagem esclarece que Beto Richa chegou a ser preso no dia 25 de janeiro, na 58ª fase da Operação Lava Jato, mas foi solto por decisão do presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro João Otávio de Noronha. À época, a defesa afirmou que Richa não cometeu irregularidades e que sempre esteve à disposição para prestar esclarecimentos.
A matéria do G1 Paraná informa mais:
O MPF dividiu as acusações em duas denúncias. Essa envolve agentes públicos, como Beto Richa, Pepe Richa – irmão do ex-governador e ex-secretário de Infraestrutura e Logística do estado – e mais outras oito pessoas.
Empresários réus
Já a outra denúncia é relacionada aos empresários envolvidos no esquema.
Entre os réus 23 réus estão ex-presidentes das seis concessionárias investigadas no esquema, além de funcionários da Agência Reguladora do Paraná (Agepar) e do Departamento de Estradas de Rodagem (DER).
Todos vão responder por organização criminosa e corrupção ativa. O juiz Paulo Sérgio Ribeiro rejeitou a denúncia pelo crime de lavagem de dinheiro.
O juiz Paulo Sérgio Ribeiro rejeitou a denúncia pelo crime de lavagem de dinheiro. Ele argumentou que “há aparente prova da materialidade e indícios de autoria suficientes para caracterizar a justa causa necessária ao recebimento do denúncia”.
No curso das investigações o MPF apresentou vasto conjunto de provas sobre a materialidade de fatos criminosos envolvendo a execução de contratos de concessão de rodovias federais no Estado do Paraná (denominado “Anel de Integração do Paraná”), bem como indícios suficientes de participação de cada um dos denunciados no esquema criminoso”, declarou.
Abaixo a relação dos denunciados:
DEONILSON ROLDO
JOSE ALFREDO GOMES STRATMANN
ANTÔNIO CARLOS CABRAL DE QUEIROZ
NELSON LEAL JUNIOR
EZEQUIAS MOREIRA RODRIGUES
ALDAIR WANDERLEI PETRY
CARLOS ALBERTO RICHA
MAURÍCIO EDUARDO SÁ DE FERRANTE
JOSE RICHA FILHO
RICARDO RACHED
CLAUDIO JOSE MACHADO SOARES
JOÃO MARAFON JÚNIOR
JACKSON LUIZ RAMALHO SELEME
JOSE JULIAO TERBAI JUNIOR
JOAO CHIMINAZZO NETO
JOSE CAMILO TEIXEIRA CARVALHO
DAVI GUEDES TERNA
ANTONIO JOSE MONTEIRO DA FONSECA DE QUEIROZ
SANDRO ANTONIO DE LIMA
HUGO ONO
MARIO CEZAR XAVIER DA SILVA
CARLO ALBERTO BOTTARELLI
SILVIO ROGÉRIO MARCHIORI
RUY SERGIO GIUBLIN
LUIZ FERNANDO WOLFF DE CARVALHO
BEATRIZ LUCIANA FERREIRA ASSINI
JOSE ALBERTO MORAES REGO DE SOUZA MOITA
CARLOS ROBERTO NUNES LOBATO
EVANDRO COUTO VIANNA
GUSTAVO MUSSNICH
MARCELO STACHOW MACHADO DA SILVA
LEONARDO GUERRA
HELIO OGAMA
Com informações do portal da Globo – G1 e do blog do jornalista Celso Nascimento, ContraPonto.
A foto deste post é do arquivo da Agência Brasil.


