O presidente da CNI, Robson Andrade, foi preso nesta terça-feira (19/02) em uma operação da Polícia Federal, em parceria com o TCU (Tribunal de Contas da União), que investiga uma suposta organização criminosa suspeita de desviar R$ 400 milhões do Sistema S e do Ministério do Turismo.
A entidade afirma estar à disposição das autoridades.
A operação, batizada de Fantoche, mira o festival Sesi Bonecos do Mundo, organizado pela empresa Aliança Comunicação e Cultura, de Recife, foco da operação.
Também foram presos os donos da empresa —Lina Rosagomes Vieira da Silva e Luiz Antônio Gomes Vieira da Silva— e o presidente da Fiepe (Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco), Ricardo Essinger.
A operação da Polícia Federal conta com a colaboração do TCU (Tribunal de Contas da União) para desarticular uma suposta organização criminosa voltada para a prática de crimes contra a administração pública, fraudes licitatórias, associação criminosa e lavagem de ativos.
As investigações são relativas a um grupo de empresas de fachada, sob o controle de uma mesma família, que teria desviado recursos provenientes de contratos e convênios fechados diretamente com o Ministério do Turismo e entidades do Sistema S, informa a reportagem, veiculada nesta manhã desta terça-feira (19/02) no site da Folha de São Paulo.
A matéria da Folha diz ainda que esses contratos eram, na maioria das vezes, voltados à execução de eventos culturais e de publicidade superfaturados e/ou com inexecução parcial. A Operação Fantoche emitiu 40 mandados de busca e apreensão e dez mandados de prisão temporária nos estados de PE, MG, SP, PB, DF, MS e AL. A estimativa é que o grupo tenha recebido mais de R$ 400 milhões por meio desses contratos.


