Enquanto rola a briguinha do presidente com ministro, centenas de animais morreram de fome em fazendas arrendadas por chineses no Nordeste. A substância encontrada nos jumentos é usada na tradicional medicina chinesa, mas autoridades dizem que exportação pode extinguir a espécie.
Segundo reportagem do jornalista Leandro Machado, no final do mês passado, algum morador da cidade baiana de Canudos, a 372 km de Salvador, ligou para a polícia local e, de forma anônima, fez a seguinte denúncia: cerca de 200 jumentos que seriam abatidos e depois exportados para a China tinham morrido de fome em uma fazenda do município. E outros 800 animais caminhavam para o mesmo fim.
De acordo com matéria, que o jornalista assina e está sendo veiculada no site da BBC Brasil, para a Polícia Civil da Bahia, porém, uma notícia como essa não foi inédita. Meses antes, em Itapetinga, a 562 km da capital, centenas de jumentos também morreram sem ter o que comer ou beber.
A reportagem dá conta ainda que os dois casos chamaram a atenção das autoridades pela grande quantidade de animais mortos e geraram a preocupação de que, no ritmo em que os jumentos estão morrendo – seja por abate, seja em situações como as de Canudos e Itapetinga -, a espécie pode correr risco de extinção no Brasil em alguns anos.


