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Luciano Bivar, estrela da série “Laranjal do PSL”, disse que já comprou a convocação de um jogador para a Seleção Brasileira

Em um país de memória curta como o Brasil, é sempre bom lembrar quem são alguns personagens que, volta e meia, ressuscitam no noticiário nacional, comenta e informa, em seu blog, o jornalista Marcos Paulo de Lima, leia-se, Correio Braziliense.

Segundo ele, citado nos áudios publicados pela revista Veja nos diálogos entre o presidente da República, Jair Bolsonaro, e o ex-Secretário-Geral, Gustavo Bebianno, o presidente do Partido Social Liberal (PSL), Luciano Bivar, é aquele ex-presidente do Sport Club do Recife que revelou, em 2013, ter subornado membros da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) pela convocação do volante Leomar para a Seleção na gestão de Ricardo Teixeira. O técnico verde-amarelo era Emerson Leão.

O jornalista conta mais:

Seis anos depois, Bivar é acusado de envolvimento nas candidaturas-laranja do PSL em Pernambuco na mais recente crise do governo Bolsonaro. “Cada chapa foi montada pela sua estadual. No caso de Pernambuco, pelo Bivar, logicamente. Se o Bivar escolheu candidata laranja, é um problema dele, político. E é um problema legal dela explicar o que ela fez com o dinheiro”, apontou Bebianno em uma das conversas com o presidente.

Político, cartola, empresário do setor de seguros e com patrimônio declarado à Justiça Eleitoral de R$ 14,7 milhões no último pleito, Luciano Bivar, 74 anos, foi presidente do Sport em quatro mandatos (1989-1990, 1997-2001, 2005-2006 e 2013). No último deles, em 2013, revelou — sem nenhum constrangimento — ter subornado membros da CBF, em 2001, para que o volante Leomar fosse convocado pela Seleção. O caso chegou ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). Na época, o procurador Paulo Schmitt abriu inquérito para investigar o suposto suborno. Na época, foi multado e suspenso por 180 dias.

Luciano Bivar assumiu o Sport pela primeira vez no período de 1989 a 1990. Retornou ao cargo de 1997 a 2001, quando teria subornado membros da CBF. “Você precisa ter cuidado com executivos de futebol, porque muitos chegam ao clube para realizar negócios e não para ajudar o clube. Nós até já utilizamos esse tipo de expediente. Empurramos o Leomar na Seleção. Pagamos uma comissão para ele jogar na Seleção Brasileira”, revelou em 2013, sem divulgar o nome de quem recebeu a propina. “Pagamos para ele jogar na Seleção, foi isso. O Sport contratou um lobista para vencer a imagem do Leomar e defender a Seleção”.

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A foto é da Agência Câmara.

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