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Não adianta chorar. Funcionalismo só terá aumento se o Estado tiver boa arrecadação

A afirmação é do secretário de Estado da Fazenda do governo Ratinho Junior, Renê Garcia Junior, na explanação que fez na Assembleia Legislativa do Paraná.

Segundo ele, sem aumento da arrecadação, não há como o Estado retomar a reposição da inflação para o funcionalismo, que está com os salários congelados desde 2015. De acordo com Garcia Jr, caso o governo conceda reajuste sem respaldo financeiro, o Estado pode ultrapassar os limites de gastos com pessoal da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e romper o acordo de renegociação da dívida do Paraná com a União.

A falação do homem do dinheiro:

“Esses limites já estão perigosamente sendo alcançados. Todo e qualquer aumento de despesas de qualquer função tem de estar condicionada a uma redução de custos da máquina pública e uma busca de eficiência na arrecadação”.

De acordo com os dados oficiais, a despesa com pessoal do Executivo no ano passado foi de R$ 16,7 bilhões, o que representa 44,56% da receita corrente líquida. O resultado ficou acima do limite de alerta da Lei de Responsabilidade Fiscal (44,1%) e abaixo do limite prudencial (46,55%).

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