Os deputados estaduais aprovaram nessa terça-feira (16/04), em primeiro turno, a reforma administrativa proposta pelo governador Ratinho Junior (PSD). Em uma sessão extraordinária, porém, a matéria recebeu quatro emendas de plenário. Como ela tramita em regime de urgência, volta à CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) já nessa quarta-feira (16/04) e, em seguida, ao plenário. As reuniões foram antecipadas para o período da manhã, informa a jornalista Mariana Franco Ramos.
Segundo matéria que ela assina e que está sendo veiculada no site da Folha de Londrina, além de reduzir de 28 para 15 o número de secretarias, a proposta diminui em 313 a quantidade de cargos na administração direta. O texto também prevê a criação da figura das superintendências gerais, que vão integrar a Governadoria como um de seus órgãos auxiliares. O Executivo fala que a economia anual será de R$10,5 milhões.
A matéria da jornalista Mariana Franco Ramos dá conta ainda que oposição questiona a proposta do governo.
Disse o líder do governo Hussein Bakri (PSD)
“O governo prefere não discutir se é 10, 5 ou 8 [milhões de reais de redução de gastos], ainda que isso seja importante. À medida que você reduz o tamanho da máquina, tem outros tipos de economia. O governo está buscando eficiência e mostrou que esse é o seu jeito de governar”.
Já Requião Filho afirmou:
“Estamos trocando seis por meia dúzia; 28 estruturas por 28 estruturas. A economia não foi comprovada. Se existe é apenas contábil. O Estado ficará mais rápido, eficaz e justo? Não sei. Esse projeto tem muitos furos, cria um vazio legal e, quando há um vazio legal, sobreposição sobre quem deve cuidar de um assunto, o Estado para”.


