Sarney Filho (PV) já foi ministro da pasta por duas vezes e, segundo reportagem da BBC Brasil, o ministério passou por desafios e decisões que bateram de frente com diferentes presidentes nos últimos 20 anos – mas é a primeira vez que a pasta e suas subsidiárias são regidas por um governo “contrário ao meio ambiente”.
“Os ministros e ministras que assumiram deram continuidade nesta política (ambiental), com algumas mudanças pontuais. E também eram todos identificados com a causa ambiental. O que não ocorre hoje. O ministério do Meio Ambiente me parece mais uma sucursal do ministério da Agricultura”, afirmou à BBC.
Filho do ex-presidente José Sarney, o maranhense comandou o Meio Ambiente nos governos de Fernando Henrique Cardoso (entre os anos de 1999 e 2002) e Michel Temer (2016 ao início de 2018). Foi, portanto, o titular mais recente antes do cargo ser assumido por Ricardo Salles (Novo) no governo de Jair Bolsonaro (PSL) – no meio do caminho, houve um interino, Edson Duarte (de abril a dezembro de 2018).
Depois de não conseguir se eleger em 2018 para o Senado pelo Maranhão, Sarney Filho assumiu no início do ano a secretaria do Meio Ambiente do Distrito Federal no governo de Ibaneis Rocha (MDB). Sobre a gestão federal na área de meio ambiente, o ex-ministro repete palavras como “retrocesso” e “desmonte” para comentar decisões recentes como fusões e transferências de órgãos especializados.


