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A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal decidiu não soltar o ex-presidente. Por 3 votos a 2, os ministros decidiriam que Lula deve continuar na prisão até que seja analisado o mérito do pedido de habeas corpus

Na sessão, o ministro Gilmar Mendes propôs que o julgamento do caso, que se baseia no argumento de que o ex-juiz Sergio Moro não agiu de forma imparcial, deve aguardar até que as mensagens reveladas pelo site The Intercept Brasil sejam investigadas. As conversas sugerem que houve colaboração entre Moro, então responsável pelos processos da Lava Jato, e procuradores da força-tarefa da operação.

Para a defesa de Lula, a condenação do petista deve ser anulada a partir da interpretação de que Moro, que condenou o ex-presidente, não teve a imparcialidade necessária para comandar os casos.

Edson Fachin, Celso de Mello e Cármen Lúcia e votaram contra a soltura imediata de Lula. Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski votaram a favor.

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