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Tarifa zero para o transporte. Pode até não dar certo, mas, se vingar, Romanelli entrará para história da política paranaense por conta da grande conquista social

Luiz Cláudio Romanelli (PSB) está à caça de assinaturas necessárias para o projeto de lei que pretende colocar em discussão e votação na Assembleia Legislativa a tarifa zero para o transporte coletivo.

Com base em um projeto do Instituto Brasil Transporte, que prevê a tarifa zero no transporte coletivo, estaria assegurando passagem gratuita a todos, além de incentivar o uso do transporte coletivo, reduzindo a utilização de veículos nos grandes centros contribuindo, dessa forma, com a diminuição da poluição.

A audiência será no dia 2 de outubro, a partir das 9h, no plenarinho do legislativo. “O IBT já vem ganhando expertise quando o assunto é defesa de um transporte público barato e acessível á todos”, completa Romanelli sobre o projeto de lei de iniciativa popular.

Pela proposta do IBT, a tarifa zero será bancada pelo Fundo Nacional de Transporte Urbano (FNTU) formado com recursos de rubricas legais já existentes, a exemplo da Cide (contribuição de intervenção no domínio econômico incidentes sobre o comércio de combustíveis). Ao todo o documento cita ao menos 17 leis, decretos, medidas e atos que podem financiar o fundo.

Cidadania

No país, o IBT aponta que 37 milhões de brasileiros deixam de utilizar o transporte coletivo devido aos altos valores das tarifas. A falta do transporte público, segundo o instituto, se torna um dos grandes problemas sociais no Brasil. “A população não tem direito ao transporte de qualidade e por consequência os direitos à educação, à saúde, à cultura, ao lazer e a outros, encontram-se restringidos, por estarem mediados por uma tarifa”, aponta o texto.

“A digna cidadania integral e a concretização do princípio da igualdade passam, assim, pela implantação da ‘Tarifa Zero’”, diz a cartilha do IBT, já em sua terceira edição, que divulga o projeto de lei.

Os recursos do fundo serão utilizados para custear integralmente os sistemas de transporte coletivo de cada município. “Os custos e particularidades de cada cidade serão respeitados, dentro de um padrão com qualidade e satisfação, que atenda a necessidade dos usuários”, traz o texto.

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