Tudo a menos e a busca da flexibilização. Senado busca acordo com Bolsonaro para viabilizar a aprovação da minirreforma eleitoral a tempo de valer para a disputa de 2020

De olho nas eleições de 2020, senadores correm para aprovar no Plenário o projeto de lei (PL) 5.029/2019, que faz alterações nas regras eleitorais. O texto tramita em regime de urgência, mas na última sessão deliberativa do dia 11, senadores reclamaram do pouco tempo para análise do projeto.

Então, foi feito um acordo para que a Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania (CCJ) avaliasse a matéria antes de o tema voltar para discussão no plenário nesta terça-feira 18.

O PL já foi aprovado por deputados na Câmara e obteve apoio de Rodrigo Maia, presidente da Casa. Para que seja válido para as eleições de 2020, precisa ser aprovado um ano antes do pleito, até o começo do próximo mês de outubro.

Na proposta, são sugeridas alterações para o limite de gastos de campanhas, delimitados os itens que podem ser comprados com recursos do Fundo Partidário, definidos os critérios para análise de inelegibilidade de um candidato e é autorizado o retorno da propaganda partidária semestral.

Na prática, muitas propostas apresentadas, disfarçadas de reforma eleitoral, podem acabar flexibilizando os mecanismos de fiscalização e o controle dos partidos durante as campanhas. O texto, por exemplo, torna facultativo o uso do sistema de prestação de contas da Justiça Eleitoral, o que acaba com a padronização e dificulta a checagem das informações entregues pelos partidos.

Em outro ponto, o projeto estabelece que os partidos só serão punidos se for provado que seus filiados fizeram algo ilícito com ciência disso. Ainda assim, as legendas poderão fazer alterações nas informações fornecidas no controle de campanha até a data do julgamento.

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