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Os áudios da portaria do condomínio de Bolsonaro. Defesa do presidente teria sonegado informações sobre as gravações. A informação é do diretor da Rede Globo

Ali Kamel, diretor geral de jornalismo da Globo, divulgou nota interna aos profissionais da emissora para “dar os parabéns mais efusivos” ao repórteres do Rio de Janeiro que fizeram a matéria sobre a citação de Jair Bolsonaro na investigação do assassinato da vereadora Marielle Franco, informa a colunista Mônica Bergamo.

Segundo a jornalista, que escreve para a Folha de São Paulo, na carta, Ali Kamel dá detalhes de cada passo da investigação jornalística.

O diretor da Globo revelou: ”uma fonte absolutamente próxima da família do presidente Jair Bolsonaro” procurou a emissora em Brasília para dizer que “ia estourar uma grande bomba, pois a investigação do caso Marielle esbarrara num personagem com foro privilegiado”.

“Eu estranhei: por que uma fonte tão próxima ao presidente nos contava algo que era prejudicial ao presidente? Dias depois, a mesma fonte perguntava: a matéria não vai sair?”, afirma Kamel.

Ele ainda diz que o advogado do presidente, Frederick Wasseff, sonegou a informação da existência do áudio na portaria de Bolsonaro quando deu entrevista à TV Globo.

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