O sempre distante, mas bem pertinho de Beto Richa, Luiz Abi Antoun alega que a ação se baseou unicamente na delação premiada do empresário Antonio Celso Garcia – o Tony Garcia – e em gravações que a perícia técnica constatou terem sido adulteradas, informa o blog do jornalista Celso Nascimento.
Nascimento dá conta que a Operação Rádio Patrulha investigou contratos firmados pelo governo do estado no início da primeira gestão do ex-governador Beto Richa com empresas de locação de máquinas e equipamentos para o programa Patrulhas do Campo, que prometia a conservação de estradas vicinais no interior. Em troca de preços superfaturados, as empresas teriam pago propinas a agentes públicos.
Também conta o blog Contra Ponto, são réus nesta ação, além de Beto Richa e Luiz Abi Antoun, também o ex-secretário de Infraestrutura de Logística José Richa Filho (o Pepe), o ex-chefe de Gabinete Deonilson Roldo e o ex-secretário do Cerimonial Ezequias Moreira. Figuram também os empresários que participaram do esquema.
O pedido diz que laudos da perícia técnica indicaram supressões e edições dos áudios entregues pelo delator Tony Garcia ao Ministério Público, o que, segundo a defesa, compromete a validade das gravações e as torna imprestáveis como prova para embasar o prosseguimento da ação penal.
Diante disso, Luiz Abi pede a nulidade de todo o processo. Se seus argumentos convencerem o juiz José Daniel Toaldo, da 13.ª Vara Criminal, seriam beneficiados também os demais réus, incluindo Beto Richa.


