
O presidente Jair Bolsonaro descartou a criação do chamado “imposto do pecado”. O tributo foi citado pelo ministro Paulo Guedes, em Davos, na Suíça, e incidiria sobre “bens que fazem mal para a saúde”. Na lista dos itens que seriam alvo da taxação, estão cigarros, bebidas alcoólicas e produtos com adição de açúcar, como refrigerantes.
Ao negar a criação, Bolsonaro teria, inclusive, olhado para as câmeras e dito: ”Moro, aumentar imposto da cerveja, não”, confundindo Guedes com o ministro da Justiça. O presidente afirmou que segue apoiando as opiniões de Guedes, mas que a orientação é clara no governo. ”Não terá qualquer majoração da carga tributária”, disse, desembarcando em Nova Delhi.
A declaração de Guedes havia inflado uma discussão sobre, especialmente, o possível aumento do contrabando de cigarros com a ampliação dos tributos. O deputado federal santa-cruzense Heitor Schuch (PSB) afirmou que o contrabando iria “aplaudir de pé” a decisão.


