DELAÇÃO 02222.001

A putaria generalizada das delações. Algum delator teria contado o que lhe era razoável ou acertado? As respostas são cabeludas e estão em uma reportagem do UOL, publicada nesta madrugada. Seja curioso e leia…

Resumidamente a reportagem coloca:

– MPF-PR quer anular delação que teria omitido crimes atribuídos a Dario Messer

– Colaboração foi fechada por atuais membros da Lava Jato, em 2005, no caso Banestado

– Doleiro já disse em mensagem ter pago propina ao procurador Januário Paludo

– Investigação identificou pagamentos a advogado que seriam ?taxa de proteção?

A matéria do UOL dá conta que o Ministério Público Federal do Paraná encontrou indícios de proteção ao doleiro Dario Messer numa delação premiada fechada por atuais membros da Lava Jato. Clark Setton, apontado como sócio de Messer, teria omitido crimes atribuídos ao seu parceiro em suas confissões. Por conta disso, o MPF-PR pediu à Justiça a anulação dos benefícios jurídicos concedidos a Setton.

A delação dele é de 2005 e foi feita durante as investigações do caso Banestado. Três ex-investigadores do caso trabalham hoje na operação Lava Jato do Paraná: Deltan Dallagnol (coordenador da força-tarefa), Orlando Martello Junior e Januário Paludo. Messer já disse em mensagem interceptada pela PF (Polícia Federal) ter pago propinas mensais a Paludo. O procurador é alvo de uma investigação da PGR (Procuradoria-Geral da República).

A reportagem deixa claro uma situação bem interessante.

Na época em que “Setton relatou os crimes que cometeu, não citou a participação de Messer, que nunca foi preso ou mesmo denunciado por crimes investigados no caso Banestado.”

A matéria do UOL diz que Messer “só foi preso depois de ser investigado pela Lava Jato do Rio de Janeiro, quase de 15 anos depois”.

Os acusados se dizem inocentes.

Pelo sim, pelo não, então você sabe, se um dia você for delatar alguma coisa, você tem o livre arbítrio de dizer o que quiser.

VEJA TUDO NA MATÉRIA DO UOL.

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