O discurso é de Catarina Rochamonte, doutora em Filosofia, professora do curso de Pós-Graduação em Escola Austríaca do Instituto Mises Brasil.
A doutora abre seu texto dizendo que resolver o dilema ético entre sair para trabalhar no pico de contaminação ou se resguardar cumprindo as restrições recomendadas é menos traumático do que ter que resolver o dilema de escolher quem terá direito ou não a respiradores, tal como está ocorrendo na Itália.
Se a epidemia vai quebrar a economia com ou sem quarentena, é melhor preservar vidas cumprindo-a ou preservar a economia perdendo-as? Se há nisso um dilema ético trata-se, a meu ver, de um confronto entre uma perspectiva ética deontológica e uma perspectiva ética utilitarista. E eu opto pela primeira, segundo a qual a vida humana tem valor absoluto e só pode ser relativizada em nome de um ideal que a transcenda.


