Em local nenhum do mundo discute-se publicamente o uso de remédios para combater determinadas doenças.
Cabe ao médico receitar o que o paciente precisa para aliviar o mal que sofre. E ponto final.
Mesmo nos EUA, onde Trump defendeu a cloroquina, não houve debate. A questão ficou restrita a opinião do presidente, que ninguém levou a sério.
Algumas ditaduras, por falta de políticas públicas de saúde e de combate à pandemia, usaram a cloroquina como uma muleta para enganar a população.
Na verdade, os resultados científicos sobre a eficácia de tal remédio são um fracasso total.
No Brasil, a discussão sobre a cloroquina suplanta ao debate sobre a corrupção envolvendo familiares do presidente Bolsonaro e a demissão, polêmica, do ministro Sérgio Moro.
E, até mesmo, a de dois ministros da Saúde em menos de um mês!
A despeito das evidências científicas, uma parcela da população, aquela formada por ignorantes, gente de má-fé e de caráter duvidoso, quer impor aos restantes a cloroquina como a solução definitiva para a pandemia.
Essas pessoas ignoram o conhecimento médico e os avanços da medicina.
Ignoram a legislação vigente e o Conselho Federal de Medicina que restringem ao médico formado a autoridade plena para ministrar remédios no país.
Diante da falta de uma política pública de enfrentamento ao coronavírus, Bolsonaro faz da cloroquina o seu cavalo de batalha. Imita ditadores, como Maduro e outros, e justifica esse remédio como milagroso. Se não funcionar, não é culpa dele. Os idiotas, os de má-fé e os mau-caráter aplaudem. O mundo científico fica perplexo.
Por fim, o Conselho Federal de Medicina revelou publicamente ontem que não recomenda a cloroquina contra o coronavírus. A questão está fechada. Ou você é a favor da ciência, do saber de milhares de anos, ou é a favor do presidente semianalfabeto e psicopata ou, ainda, do feijão ungido do pastor Valdemiro Santiago.
A escolha é sua.
A vida e o bem-estar pertencem a todos.


