RICARDO BARROS

Ricardo Barros, o “bam-bam-bam” do Paraná, que sempre está no governo, hoje líder de Bolsonaro na Câmara, foi citado nas delações dos executivos da Galvão Engenharia, homologada por Edson Fachin. Depoimentos dão conta que Barros teria recebido propinas

As informações são do jornalista Lauro Jardim e estão em seu blog, veiculado no site e edição impressa do jornal O Globo.

Segundo Jardim, os fatos ocorreram em 2011, quando ele era secretário de Indústria e Comércio de Beto Richa, no Paraná. Primeiro, para intermediar a venda de 49,9% da São Bento Energia à estatal paranaense Copel, pediu R$ 1 milhão mais 1,5% do valor total que a Copel aportasse em investimentos na empresa. As conversas para a transação heterodoxa foram feitas na própria sede do PP em Curitiba.

Lauro conta ainda que Queiroz Galvão contou, sendo corroborado por seus executivos, que parte desse dinheiro (R$ 300 mil) foi entregue em mãos a Barros numa visita que o hoje líder fez à sede da Galvão, em São Paulo.

E tem mais:

Numa segunda oportunidade de negócio, em 2013, o diligente Barros ajudou, ainda segundo o relato que consta da delação, a destravar a venda do restante da São Bento (50,1%) à Copel, quando a Galvão resolveu deixar o setor de energia.

Desta feita, pediu R$ 1,2 milhão para ele e mais 2,5% do valor total da transação, um negócio que saiu por R$ 160 milhões, em doações ao PP do Paraná, do qual, aliás, era o presidente regional.

Se as forças suprapartidárias (e de parte do Judiciário) que querem varrer do mapa a Lava-Jato não agirem logo, em breve (mais) um líder do governo Bolsonaro vira alvo de uma operação da PF. 

 

A foto deste post é Agência Brasil.

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