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É só chicotada nas costas dos menos aquinhoados. Congresso aprova o novo programa habitacional criado pelo governo Bolsonaro, com juros reduzidos e foco no Norte e no Nordeste, mas deixa de fora o contingente que mais engrossa o déficit de moradias no país

Segundo a jornalista Cássia Almeida, no Casa Verde e Amarela, que substitui o Minha Casa Minha Vida, o governo excluiu a chamada Faixa 1 do programa anterior, que subsidiava casas com prestações que não excediam 10% da renda de famílias com ganhos de até R$ 1.800.

Na matéria que ela assina para o GLOBO, diz ainda que um estudo da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) obtido com exclusividade pela reportagem mostra que são exatamente os brasileiros neste segmento que mais precisam de uma política habitacional.

O trabalho preparado pela economista Ana Maria Castelo, coordenadora de Projetos da Construção da FGV, calcula que 41,6% do déficit habitacional do país são de famílias com renda de até um salário mínimo (R$ 1.045).

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