Não tem como ser diferente. Esse é o questionamento que está rolando em Brasília. Também pudera, o “pupilo” do presidente, o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, já estava “sujinho” com os parlamentares, depois que jogou “titica” no ventilador da senadora Kátia Abreu, aconteceram retaliações bobas e infantis.
Segundo o jornalista Lauro Jardim, um ministro com assento no Palácio do Planalto teria dito: “Se a imprensa fizer pressão demais, como fez na quinta-feira passada, ele fica mais uns dias. Não tem, jeito, o Bolsonaro é assim”.
Em seu blog no site GLOBO, o jornalista Lauro Jardim coloca que há outro problema para a troca imediata, mas Bolsonaro ainda não escolheu o sucessor de Ernesto no Itamaraty. Entre os nomes que aparecem nas bolsas de apostas, o almirante Flavio Rocha, chefe da Secom e da SAE, é tido como “improvável, mas não impossível”, de acordo com outro assessor próximo a Bolsonaro. Fernando Collor e Michel Temer são outros dois nomes cogitados, mas não têm a menor chance de serem convidados. Se for um diplomata, as discussões no Planalto estão entre os nomes de Nestor Forster, embaixador em Washington, Luiz Fernando Serra, embaixador em Paris, e Maria Nazareth Farani Azevêdo, cônsul-geral em NY. Um político, do Centrão, também não está descartado.
Veja a tuitada de Ernesto sobre Kátia Abreu:
“Em 4/3 recebi a Senadora Kátia Abreu para almoçar no MRE. Conversa cortês. Pouco ou nada falou de vacinas. No final, à mesa, disse: ‘Ministro, se o senhor fizer um gesto em relação ao 5G, será o rei do Senado.’ Não fiz gesto algum”, escreveu Araújo, no Twitter. O ministro disse, ainda, que desconsiderou a sugestão “porque o tema 5G depende do Ministério das Comunicações e do próprio Presidente da República, a quem compete a decisão última na matéria”.



Uma resposta
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