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Uma cidade envenenada

A  história desconhecida de um dos maiores desastres ambientais do Brasil. Centenas de toneladas de agrotóxico cancerígeno foram esquecidas nos anos 60 pelo governo federal na área de um orfanato. Moradores ainda sofrem efeitos na saúde.

Um portal em arco amarelo de arquitetura mexicana separa a Cidade dos Meninos do resto do mundo. Erguida na década de 1940 às margens do quilômetro 12,5 da Rodovia Presidente Kennedy, aquela estrutura com pintura desgastada separa o estado do Rio de Janeiro de uma área federal esquecida no tempo. Dois seguranças param qualquer carro desconhecido que busque entrar na pequena comunidade. Perguntam o nome dos forasteiros, para onde vão e qual a relação com os moradores.

Lá dentro existe uma área rural no meio da Baixada Fluminense, uma das regiões mais violentas do país. Mas aqui a sensação é de paz e de um enorme silêncio. Toda a comunidade, onde moram 1400 famílias, é cortada por uma estrada de terra, a avenida Darcy Vargas. A primeira-dama de Getúlio Vargas recebeu a homenagem por ter iniciado na década de 1930 o projeto de construir um internato para órfãos que deu origem à comunidade.

Hoje não há mais internos na Cidade dos Meninos. Pelo contrário; é como se aquela comunidade enfrentasse uma maldição que impede qualquer criança de frequentar uma escola erguida sobre aquele solo. “Um monstro invisível”, é o que contam por lá.

VEJA A MATÉRIA NA ÍNTEGRA, PRODUZIDA PELO SITE REPÓRTER BRASIL.

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