Não é que o ex-prefeito de Iporã gosta de devolver dinheiro ao erário?

O Juízo da Vara Criminal de Iporã determinou o bloqueio de bens e valores, no montante de R$ 1,7 milhão, de oito réus investigados a partir da Operação Cleptocracia. A decisão atende pedido formulado em ação civil pública por ato de improbidade administrativa ajuizada pelo Ministério Público do Paraná.

Entre os réus, estão o ex-prefeito de Iporã na gestão 2017-2020, seis pessoas ligadas a ele e uma faculdade particular. A Justiça determinou ainda a desocupação de um imóvel do município de Iporã cedido irregularmente para a instituição privada de ensino.

Conforme apurou o MPPR, os envolvidos teriam criado a faculdade em nome de “laranjas”. Posteriormente, por ato do então prefeito, teriam cedido irregularmente um imóvel público, no qual havia uma escola municipal, para o funcionamento da faculdade. Além disso, o Município de Iporã teria custeado despesas correntes da instituição.

Histórico

A Operação Cleptocracia, promovida pelo núcleo de Cascavel do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e pela Promotoria de Justiça de Iporã, revelou a existência de organização criminosa dedicada à prática de crimes licitatórios, corrupção passiva, falsidade ideológica e peculato no Município, resultando no afastamento do prefeito e da procuradora então em exercício, na prisão de cinco pessoas, no cumprimento de 40 mandados de busca e apreensão e na suspensão de contratos de 12 empresas investigadas.

As informações são da COM/MP/PR

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