Quase um terço do salário de 19 colhedores de café, migrantes do Vale do Jequitinhonha, uma das regiões mais pobres de Minas Gerais, foi descontado ilegalmente de seus contracheques pela família do presidente da maior cooperativa de café do mundo, a Cooxupé. O valor cobrado dos trabalhadores era referente à aquisição de máquinas e combustível para a colheita do grão — prática proibida pela legislação trabalhista.

O caso é destaque do site Repórter Brasil.
Segundo a matéria, a fiscalização trabalhista flagrou a irregularidade em 14 de julho durante uma inspeção no local onde eles faziam a colheita: a Fazenda Pedreira, em Cabo Verde (sul de Minas), que pertence à família de Carlos Augusto Rodrigues de Melo, presidente da cooperativa desde 2019. Após a autuação, os fazendeiros assinaram um acordo com o Ministério Público do Trabalho e com a Defensoria Pública da União para devolver o dinheiro descontado indevidamente e indenizar cada trabalhador em R$ 2 mil por danos morais.


