Não basta o braço para se vacinar contra a Covid no Quilombo Conceição de Salinas, no Recôncavo Baiano – é preciso coragem. A vacinação na comunidade começou com a polícia na porta do centro de imunização, ameaças de processo contra quem se vacinasse e intimidações do tipo: “Ah, agora você é quilombola?”. E esse tratamento, oferecido pela prefeitura de Salinas da Margarida (BA), não foi um caso isolado.
As informações estão no site Repórter Brasil.
Embora tenham vencido ação no STF (Supremo Tribunal Federal) que os garante como grupo prioritário, essas comunidades continuam no final da fila de vacinação. Apenas 49% dos quilombolas adultos receberam a 1ª dose e 48%, as duas, segundo levantamento publicado em dezembro pelas organizações Conaq (Coordenação Nacional das Comunidades Negras Rurais Quilombolas), Terra de Direitos e Ecam. No país, 88% já estão com a vacinação completa, segundo o consórcio de imprensa.


