Os empregados do Tecpar estão há quatro anos sem qualquer reajuste em seus salários, fazendo com que o poder aquisitivo fique cada vez pior, especialmente com os sucessivos aumentos generalizados. Segundo o coordenador do Sindaspp, sindicato que representa os trabalhadores, Ivo Petry Sobrinho, já são várias Convenções Coletivas de Trabalho que não estão sendo cumpridas e consequentemente, o Tecpar tem perdido na Justiça do Trabalho todas as ações para o cumprimento das convenções. “Instrução equivocada do Conselho de Controle das Empresas Estatais (CCEE) do governo do Estado do Paraná, faz com que empresas públicas e o governo Ratinho Júnior percam diversas ações trabalhistas”, lembra Pety Sobrinho.
Segundo o dirigente, existem ações que estão na terceira instância com decisão favorável. “O fato lamentável é que foi realizada uma proposta de acordo judicial, que facilitaria o cumprimento de todos os índices de reajustes, porém o CCEE não aprovou. Uma típica decisão irresponsável e despreocupada com os recursos públicos”, destaca.
Ivo Petry comenta: “há expectativa de que o novo secretário da Casa Civil, João Carlos Ortega, que assumiu em janeiro último e que coordena o Conselho de Controle das Empresas Estatais, coloque a casa em ordem. Caso contrário, os trabalhadores do Tecpar irão cruzar os braços na defesa dos seus diretos.
Segundo Ivo Petry, situação semelhante acontece na Cohapar. “Já são dois anos sem cumprir a Convenção Coletiva de Trabalho com seus devidos reajustes, prejudicando todos os trabalhadores. Ambas as empresas também não reajustaram o valor do vale refeição conforme os reajustes de salários”.
Petry não descarta uma greve conjunta para garantir que o que é legal e que seja cumprido e, consequentemente, cessar as dívidas geradas aos cofres públicos. O dirigente afirma que está em contato diário com a diretoria das empresas e já solicitou audiência com novo responsável pela Casa Civil para expor a situação, ter uma solução e evitar uma greve.


