Estradas em boas condições, com preços baixos de tarifa, em modelo de pedágio público. Essa é a proposta do candidato ao governo do Paraná Roberto Requião (Frente Paraná da Esperança), explanada em entrevista para a rádio Tropical 104, de Capanema (PR), nesta terça-feira (26/07/22).
Requião lembrou que sempre lutou contra as praças de pedágio do Paraná, inclusive como governador, mas sofreu resistência do Ministério Público e decisões judiciais que mantiveram o modelo de exploração econômica com objetivo de lucro aos empresários. “Hoje todo mundo sabe que esse pedágio é uma patifaria. E querem estabelecer novos contratos de pedágio, com mais 15 praças, a preços absurdos. E estão esperando para assinar depois da eleição”, comentou.
O candidato assumiu o compromisso, durante a entrevista, de acabar com esse modelo de pedágio e criar um sistema público, com preços baixos para cobrir manutenção, ambulância e reboque. “Para isso, preciso de um presidente da República parceiro. Eu e o Lula podemos fazer estradas porretas aqui no Paraná”, disse.
A situação ideal, de acordo com Requião, é a manutenção das estradas sem necessidade de tarifa. Assim que assumir o governo, o candidato promete fazer um estudo das finanças do Estado para estudar alternativas.
As praças de pedágio do antigo Anel de Integração estão desativadas desde novembro de 2021, com o fim dos contratos de concessão após 25 anos. O Governo do Paraná anunciou ter a expectativa de assinar o novo contrato no final de 2022, quando as praças de pedágio seriam reativadas. O Tribunal de Contas da União (TCU) ampliou o prazo para que os técnicos façam a análise do plano de outorga dos pedágios. Assim, a divulgação dos editais de licitação podem acontecer somente em 2023.
Roberto Requião disse que será eleito a tempo de rever os planos de transformar as estradas do Paraná em fonte de lucro para empresários e devolver, não apenas as estradas, como o governo, para servir ao povo.


