Organizado por movimentos populares e pelos sindicatos que representam os professores e técnicos administrativos da Universidade Federal do Paraná (UFPR), o ato de lançamento do Comitê de Lutas da UFPR foi marcado pela proibição do uso do Teatro da Reitoria, que havia sido previamente liberado pela universidade, mas também, pela resistência dos movimentos presentes.
Uma denúncia feita ao Ministério Público Federal (MPF) pelo deputado Homero Marchese, do Partido Republicanos, solicitou a proibição do uso do espaço alegando que seria atividade de propaganda partidária.
As entidades organizadoras contestaram, mas o evento acabou acontecendo na rua em frente ao teatro.
Apesar do impedimento, o clima de resistência e luta tomou conta dos arredores da Teatro com a presença de mais de 150 pessoas da comunidade acadêmica de diversos movimentos sociais, populares, partidos políticos e sindicatos. Para o presidente do Partido dos Trabalhadores do Paraná, Arilson Chiorato, a manifestação foi um recado que terá muita luta em defesa da democracia nos próximos meses. ”Temos uma missão muito grande nesse momento de defender o processo eleitoral, a democracia, e um modelo de sociedade que não seja truculento, preconceituoso, e autoritário”, discursou. Chiorato ainda defendeu o caráter democrático do Comitê que congrega movimentos que não necessariamente compõe a pré-candidatura de Requião.
Representando a juventude do PCdoB Paraná, Larissa Souza, reafirmou o momento de resistência. ”Resistimos várias vezes contra o fascismo, a reação, e o autoritarismo. A festa será nas ruas em outubro com a eleição de Lula e Requião”, disse.
O ato foi marcado por falas voltadas à defesa da universidade e contra o corte de verbas sucessivos durante do governo Bolsonaro. Para o futuro, segundo os organizadores do Comitê de Lutas da UFPR, “a ideia é mobilizar a comunidade da UFPR para que se envolva na construção de mais comitês nos bairros, envolvendo todas as pessoas que queiram lutar para mudar os rumos do país.”


