Evidente que “nada tem isso com aquilo”, mas o advogado escolhido como primeiro suplente de Sergio Moro nessa corrida para o Senado da República, o competente profissional do direito Luis Felipe Cunha, é dono de quatro contratos com a Petrobras, estatal que foi o cerne das investigações da Lava Jato na época em que o então juiz de Curitiba era responsável pelos processos da operação na primeira instância, ou seja, o ex-juiz Sergio Moro.
Essa pauta foi extremamente divulgada no site da revista VEJA no último dia 06 de março deste ano.
Na reportagem da Veja, tem um comentário de Guilherme Jardim, professor de direito administrativo da Fundação Getúlio Vargas.
“Não há irregularidade. Relação de amizade ou parentesco entre juízes e advogados não gera impedimento ou suspeição do magistrado. Não há vedação legal. Outra coisa, porém, é a imagem que essas relações podem transmitir para a sociedade. Não me parece que seja a mais adequada”.
Abaixo o material que ac aba de ser publicado no site do blog do jornalista Karlos Kohlbach.
O suplente do pré-candidato ao Senado Federal Sergio Moro foi anunciado nesta terça-feira (2) durante a convenção do União Brasil realizada em Curitiba.
Luís Felipe Cunha foi o escolhido. Advogado de Curitiba, amigo de longa data é homem de confiança de Moro, Cunha não tem trajetória partidária e será, também, o coordenador-executivo da campanha do ex-juiz federal.
O anúncio do nome de Cunha foi feito pelo presidente do União Brasil do Paraná, deputado federal Felipe Francischini.
Alguns partidos chegaram a iniciar um flerte, como o Republicanos, do ex-secretário de Planejamento de Ratinho Junior (PSD), Valdemar Jorge.
Mas após o anúncio da aliança do União Brasil com o PSD de Ratinho começou uma disputa interna. Teve candidato disposto a abrir mão da eleição para ocupar a suplência de Sergio Moro.
A segunda suplência ficará com o empresário Ricardo Guerra, da região Sudoeste do Paraná, irmão do deputado estadual Luiz Fernando Guerra (União).


