Com Lula presidente e Roberto Requião (PT) governador, a saúde dos brasileiros e dos paranaenses voltará a ser tratada como política pública central. Um dos programas já anunciados por Lula é o fortalecimento do programa Mais Médicos, que trouxe 1.027 profissionais de saúde ao Paraná entre os anos de 2013 e 2016, quando o Partido dos Trabalhadores estava à frente do governo federal.
Esses médicos vieram trabalhar em 318 cidades diferentes, o que corresponde a quase 80% dos 399 municípios paranaenses.
Já no governo de Jair Bolsonaro, o programa foi substituído pelo “Médicos pelo Brasil”, que em quatro anos teve um único edital, com míseras 529 vagas para todo o país — e apenas 30 delas para o Paraná. O governo Ratinho Jr., aliado de Bolsonaro, em nenhum momento questionou o baixo número de contratos de médicos no estado.
Saúde para todos
Lançado em 2013, durante a gestão de Dilma Rousseff (PT), o Mais Médicos chegou a atender 63 milhões de brasileiros em abril de 2016, e esteve presente em 4.058 municípios do país. Chegou a ter 95% de aprovação entre as famílias atendidas, de acordo com levantamento realizado por pesquisadores da UFMG.
Sem amparo técnico e com base em razões ideológicas, em 2019, logo em seu primeiro ano de mandato, o atual presidente Jair Bolsonaro (PL) anunciou o fim do programa, substituído pelo “Médicos pelo Brasil”, porém, apenas na véspera das atuais eleições presidenciais, em abril de 2022, o governo Bolsonaro lançou o primeiro edital de contratação.
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já anunciou que vai retomar o Mais Médicos. Entre as prioridades estão a contratação de profissionais brasileiros, o fortalecimento da formação acadêmica, a adequação da infraestrutura na área do atendimento e a ampliação do Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos (Revalida).
No Paraná, o programa de governo de Requião propõe, entre outras medidas, o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS), com investimentos na rede básica e contratação de profissionais de saúde, entre eles médicos, especialistas e enfermeiros, por meio de concurso público.
A regionalização do atendimento à saúde, a agilização de exames e consultas especializadas e o fim das filas por cirurgias serão outras prioridades de Requião.


