Os nobres edis de Curitiba não têm vergonha da decisão que tomaram contra o vereador Renato Freitas? Um dos motivos seria por ele ser negro? No mais, o que existe é monte de conversa fiada. OgazeteirO faz a sua parte e questiona. Estaríamos diante de um “TRIBUNAL RACIAL DA REPÚBLICA DE CURITIBA”?
O jornalista Felippe Aníbal, especialmente para a Folha de São Paulo, sejamos sinceros, revista Piauí, fez o grande serviço.
Ele começa dizendo:
Assim que encerrou a missa, um pouco antes das 18 horas de sábado, dia 5 de fevereiro passado, o padre Luiz Haas retirou seus paramentos e foi para a porta da Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos e São Benedito, no Largo da Ordem, no Centro Histórico de Curitiba. Do lado de fora havia um protesto contra as mortes de Moïse Mugenyi, o congolês espancado num quiosque no Rio, e Durval Teófilo Filho, um rapaz negro assassinado por um vizinho que o confundiu com um assaltante. Incomodado com o barulho, o vigário interpelou alguns manifestantes que estavam na escadaria e reclamou que tivera que encerrar a celebração por causa do vozerio.


