Pesquisa da Atlas Intel em parceria com o Instituto República revela que 46% dos brasileiros estão insatisfeitos com o serviço público. Apesar de servidores não serem vistos como o principal problema, a pesquisa aponta para a necessidade de aprimorar a eficiência, segundo Andrei Roman, CEO da Atlas.
A pesquisa destaca a percepção de privilégios entre servidores do Judiciário, como supersalários, férias de 60 dias e aposentadoria compulsória como punição, considerados injustos até por outros servidores. Andrei Roman sugere um consenso sobre combater esses privilégios.
O levantamento, com 2.287 participantes e margem de erro de dois pontos percentuais, avaliou a reforma administrativa no Congresso, liderada pelo deputado Pedro Paulo (PSD-RJ). Ele afirma que os dados mostram apoio popular a algumas medidas, mesmo com pouco conhecimento sobre a proposta.
Apesar do desconhecimento geral, 41,4% dos brasileiros apoiam a reforma, enquanto 37,4% são contra e 26,4% estão indecisos. Entre os informados, o apoio sobe para 56,1%. Os principais objetivos da reforma são o combate a privilégios (40%) e o aumento da transparência e combate à corrupção (37,4%).
Medidas específicas com forte apoio incluem a limitação de salários ao teto do funcionalismo (73,1%), a restrição das férias de 60 dias para membros do Ministério Público e Judiciário, e a consideração da aposentadoria compulsória como punição (63,1%). A ‘licença-prêmio’ também é vista como injusta por 57,5%. Propostas como teto salarial para prefeitos e secretários (80,5%), digitalização e rastreabilidade de atos públicos (76,6%), e avaliações de desempenho periódicas para servidores (70,8%) também têm alta aprovação.


